quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Os Olhos não mentem




Por Carolina Baldner


Se os olhos são a janela da alma, a íris é o espelho do corpo, pois é nela que se refletem os desequilíbrios do organismo. Esse é o principio da Iridologia, ciência que estuda a íris, a parte colorida dos olhos, e suas relações com o corpo. O princípio é parecido com o da Reflexologia: cada parte da íris corresponde a uma parte do organismo. O mapa da íris é um valioso instrumento para a identificação de sinais de doenças no paciente. Uma íris normal não tem sinais, orifícios, ou sombras.
Através do exame o especialista pode diagnosticar doenças, disfunções, alterações orgânicas, e ainda traços da personalidade do paciente. “O exame detecta desequilíbrios energéticos, que podem desencadear uma doença. Dependendo do grau da marca ou da mancha podemos detectar se a doença já está ou não instalada no corpo”, diz a iridóloga Geisa Silva.
A iridologia orgânica ou física é responsável pelo que diz respeito à saúde do paciente. Já a comportamental ou psíquica traça um perfil emocional e psíquico do paciente, e pode detectar traumas emocionais, choques da infância, relacionamento com os pais, e até a genética. Segundo Geisa, as duas áreas da iridologia se complementam. “A área psíquica se reflete na área física, e o desequilíbrio pode se tornar uma doença”, diz ela.
Algumas vezes o diagnóstico pode ser preventivo. É possível detectar a doença antes que ela se instale no corpo. É uma predisposição que o paciente tem a ela. O iridólogo Helder Carvalho aponta o diagnóstico preventivo como uma vantagem para o paciente. E ainda destaca outras vantagens: “A pessoa precisa de um único exame para fazer o check-up. Além disso, o exame também não precisa de preparo anterior e nem posterior, não é invasivo como o de sangue, e não deixa seqüelas, além de dar o resultado na hora”.
Apesar de todas estas vantagens, a iridologia apenas diagnostica, não trata das doenças. O especialista encaminha o paciente a um tratamento, que pode ser feito com uma terapia natural, ou mesmo com um médico convencional. “A iridologia pode se acoplar a qualquer terapia energética, e até a um nutricionista, psicólogo ou médico”, diz Geisa Silva. Mas ela faz um alerta: “Se o caso for grave, o profissional deve encaminhar o paciente a um médico. Isto é ética”.
Mas o encaminhamento a um médico, também pode causar estranheza, já que a ciência não é reconhecida pela medicina, por não ter respaldo científico. “É complicada essa relação com os médicos, porque eles não acreditam”, conta Geisa Silva. Helder Carvalho, concorda: “A relação com a medicina é sempre complicada. No entanto, tenho alguns pacientes médicos”, conta. Mesmo com toda a estranheza e falta de credibilidade, os exames têm obtido bons resultados. “Muita gente acha bobagem, mas o exame tem dado bons resultados”, afirma Geisa.
Segundo Helder Carvalho, qualquer pessoa pode fazer o exame. A não ser que tenha glaucoma em estágio avançado, catarata, perda total da visão, prótese óptica ou fotofobia. “As pessoas que mais procuram a iridoscopia são as que já fizeram diversos diagnósticos e não tiveram uma conclusão definitiva, ou querem fazer um check-up, ou ainda pessoas que gostam de levar uma vida saudável através de terapias naturais. Há também os que procuram por curiosidade”, conta ele.






Matéria orginlamente publicada no Jornal do Commercio, em 3 de abril de 2005; no Projeto Laboratório de Imprensa.

Um comentário:

sabal disse...

É uma grande verdade,mas a ciência ainda não assimilou este diagnóstico,mas um dia chegaremos lá.